
É chegada a época dos planos, das revisões do ano que passou, de fechamento de projetos e da perspectivas de novos. Enceramento e abertura. Tudo, aparentemente desnecessário, mas absolutamente necessário. As pessoas não seriam capazes de viver sem encerrar ciclos. Elas precisam acabar com o ano que foi um desastre e começar outro na ânsia de que tudo aquilo fique para trás.
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Eram ainda 23h e 57m quando um fogos apressado, talvez fruto de um relógio mal acertado, deu o primeiro sinal. Em breve o ano iria terminar. Henrique já com as lentilhas, as uvas e uma taça de espumante aguardava impaciente. O novo ano se anunciava como a vinda de uma nova era para ele. O momento da virada de um ano traumático, cheio de desencontros e triste para algo promissor e realizador.
00h 00m! Fogos para todos os lados. Gritos! Sorrisos! Brindes! Comprimentos! (de todos menos o dela, mas enfim...) E assim foi! Entrou o ano, bebendo e comendo com pessoas que amava (menos ela, mas enfim...) Nem viu quando deitou-se, mas quando, ao amanhecer do dia, sentiu o sol bater na janela do seu quarto lembrou-se que era o início de uma nova era para sua vida.
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Racionalmente sabemos que o ano não é capaz de terminar com as nossas frustrações, problemas, tristezas e amores mal resolvidos. Mas a alma se renova e se sente leve com a virada do abstrato. Na manhã do dia primeiro, ao abrir os olhos e o primeiro lampejo de consciência aparecer, tudo, tudo mesmo estará no mesmo lugar. Entretanto, algo a mais estará em nossas mentes: os projetos, sempre feitos e quase nunca realizados. Por outro lado, a poesia do cotidiano permite, nesse momento, o sonho do novo ano que desenha-se pela frente. A mágica da transformação não ocorrida, mas muito desejada:
“Neste ano tudo vai ser diferente!”
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Henrique levanta e vai comer e beber o resto da noite anterior!
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Veja também: João e o Pé de Feijão
1 comentários:
Sempre dando o ar da graça nas festividades...
Abraços companheiro.
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