
E hoje, mais do que nunca, percebo que a vida é feita essencialmente de uma coisa: a espera! Estamos sempre esperando por algo, por alguém, por coisas. Um menino não se aguenta na ansiedade da espera por um vídeo game. Um trabalhador não vê a hora de terminar a jornada. Amigos esperam o dia daquela viagem chegar. A mãe conta as horas para ver seu filho. Os revolucionários a sua vitória...
Ainda existem outras esperas mais simples e cotidianas. A espera para ser atendido no banco, no mercado e na padaria. A espera para que o sinal vermelho se trone verde. A espera para que o carro passe para atravessar a rua. A espera para que o amigo termine de se arrumar. A espera para a o almoço...
Assim seguimos esperando. E o que é esperar se não mirar um horizonte?! Espera-se, pois, se tem o sentimento de que a espera vai ser recompensada com a chegada. Não é verdade que o ditado diz: “quem espera sempre alcança”?!
Mas há vários tipos de espera! Há esperas que são curtas e rapidamente realizadas como esperar o carro para atravessar a rua. Há esperas que estão longe, mas que sabe-se que vai ser realizada como a viagem planejada. Há esperas que são incertas como a vitória dos insurgentes.
Hoje duas principais esperas povoam meu horizonte. A primeira sei que ainda vai demorar um pouco pra chegar, mas sei que em fevereiro ela vai estar entre nós. Aquela que foi amada antes mesmo de ser concebida vai trazer alegria a todos. Já sabemos que será uma menina. Já compramos algumas roupas, já planejamos o seu quarto e já sonhamos com seu rosto e com seu cheiro. É uma espera feliz.
A segunda espera?
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O que dizer? O horizonte pode estar tão distante que não posso vê-la! Ou pode estar tão próximo que... Não! Não pode estar tão próximo! Quando se espera, pouco é sempre muito tempo! Os minutos são dias! O não saber é cruel, pois a todo instante o coração palpita na esperança que o momento chegou! E como nunca chega a decepção é constante! Espera sem esperança!
Mas eu ainda espero! E só espero que o vinho da celebração não vire vinagre!
ps: aos meus amigos que se prestam a ler essas linhas, que são os vômitos dos meus tormentos e o exorcismo de uma alma dilacerada, gostaria de dizer que não mais vou chorar, pois a vida está por acabar a todo instante e não quero morrer com lagrimas nos olhos e aperto no coração!
Agora aperto saia do meu peito e me deixe viver!
1 comentários:
Bonita reflexão, Alex!
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